O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, defendeu esta quinta-feira, 22, em Luanda, a urgência de se superar a insegurança, a instabilidade e os diversos constrangimentos que continuam a dificultar a concretização dos grandes objectivos do continente, tal como estipulado na Agenda 2063 da União Africana.
Durante o seu discurso na sessão de abertura da 4.ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, conhecido como a Bienal de Luanda, o Presidente da República sublinhou a necessidade premente de reforçar a governação da água em África. Para João Lourenço, este recurso vital deve ser encarado como um instrumento estratégico de prevenção, mediação e resolução de conflitos, dada a sua relevância directa para a subsistência e o desenvolvimento socioeconómico das populações.
Aposta no Sector da Água em Angola
No decurso da sua intervenção, o estadista angolano aproveitou a ocasião para destacar os principais projectos estruturantes em curso no país, desenhados para mitigar o défice e aumentar substancialmente o abastecimento de água às comunidades.
Entre os anúncios de maior destaque, João Lourenço revelou que mais de 7 milhões de habitantes na província de Luanda e no município de Icolo e Bengo passarão a ter acesso regular a água potável até junho de 2027. Esta melhoria significativa será viabilizada com a entrada em funcionamento dos ambiciosos projectos do Quilonga Grande e do Bita.
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