Angola e EUA fortalecem laços históricos e memória em Fort Monroe

Yuri Kiluanji 01/09/2026
Angola e EUA fortalecem laços históricos e memória em Fort Monroe

Angola esteve recentemente representada em Fort Monroe, nos Estados Unidos da América, na solenidade de inauguração de um monumento de profundo significado histórico. A estrutura régie homenageia Antoni, Isabela e o filho William, figuras centrais que simbolizam os primeiros angolanos documentados a chegar à Virgínia no alvor do século XVII.

Representação Diplomática e Cultural de Alto Nível

A delegação angolana presente no evento, integrado nas comemorações do African Landing 2026, contou com a presença destacada do ministro da Cultura, Filipe Zau, e do embaixador de Angola nos Estados Unidos, Agostinho Van-Dúnem. A participação sublinha o empenho do Estado angolano na preservação da memória histórica e no estreitar de laç&osilde;es com adiáspora.

Preservação da Memória e dos Afectos Históricos

O recém-inaugurado monumento tem como propósito fundamental perpetuar a memória dos africanos que foram levados para o território da Virgínia sob extrema privação de liberdade. Além disso, presta uma homenagem sentida, em particular, aos ancestrais da família Tucker.

Historicamente, Fort Monroe está indissociavelmente ligado ao ano de 1619, período em que aportaram à então colónia inglesa da Virgínia os primeiros africanos registados em documentos oficiais, sendo vários deles oriundos da região que hoje geograficamente corresponde a Angola.

Reforço dos Laços Bilaterais

Conforme sublinhou a Embaixada de Angola em Washington, esta homenagem solene vem consolidar e dar relevo à dimensão histórica profunda que une Angola aos Estados Unidos da América. Estes laços, alicerçados na presença humana angolana em solo norte-americano, antecedem em séculos o estabelecimento formal das relações diplomáticas entre as duas nações.

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