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ONU: Israel é acusada de executar palestinos rendidos na Cisjordânia

Publicada em: 28-11-2025 Autor: Yuri Kiluanji

ONU Condena Assassinato de Palestinos na Cisjordânia como Possível Execução Sumária

Genebra, Suíça - A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou sua condenação diante do assassinato de dois homens palestinos na Cisjordânia ocupada pelas forças de segurança israelenses, descrevendo o incidente como possivelmente uma 'execução sumária'. A declaração foi emitida nesta sexta-feira, em Genebra.

"Estamos chocados com o assassinato descarado de dois homens palestinos em Jenin, na Cisjordânia ocupada, ontem, pela polícia de fronteira israelense, em mais uma aparente execução sumária", afirmou Jeremy Laurence, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, em uma coletiva de imprensa.

Contexto dos Assassinatos

De acordo com imagens de noticiários da TV palestina, os dois homens foram mortos na quinta-feira enquanto pareciam estar desarmados e se rendendo durante uma operação na Cisjordânia ocupada por Israel.

Resposta das Autoridades Israelenses

O Exército e a polícia israelenses emitiram um comunicado conjunto anunciando a abertura de uma investigação sobre o caso. A versão oficial alega que as forças abriram fogo contra suspeitos que deixavam um prédio. As autoridades afirmam que os dois homens eram indivíduos procurados, ligados a uma "rede terrorista na área de Jenin". No entanto, a declaração não apresentou detalhes sobre as acusações nem evidências da suposta ligação com a rede terrorista.

Reação Política

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, expressou "apoio total" aos militares e à unidade policial envolvida no incidente. Em uma publicação na rede social X, Ben-Gvir declarou: "Os combatentes agiram exatamente como se esperava deles – terroristas devem morrer!"

Condenação da ONU

Em resposta aos comentários de Ben-Gvir, o porta-voz da ONU, Jeremy Laurence, afirmou: "Ouvimos esses comentários e, é claro, eles precisam ser deplorados, porque essa é uma resposta em qualquer situação com uso tão brutal da força (que) é nada menos que abominável".

A ONU continua a monitorar a situação e a cobrar uma investigação completa e transparente sobre o ocorrido. A organização reitera a importância do respeito aos direitos humanos e do cumprimento das leis internacionais em todos os casos de conflito e ocupação.