Salários atrasados: Funcionários da Embaixada de Angola nos EUA enfrentam 3 meses sem pagamento

Yuri Kiluanji 07/02/2026
Salários atrasados: Funcionários da Embaixada de Angola nos EUA enfrentam 3 meses sem pagamento

Embaixada de Angola nos EUA: Atraso Salarial e Acusações de Irregularidades Abalam Missão Diplomática

A Embaixada de Angola nos Estados Unidos da América, localizada em Washington, D.C., encontra-se sob os holofotes de um escândalo que envolve um atraso salarial superior a três meses para seus funcionários. A situação tem gerado profundo descontentamento entre diplomatas e trabalhadores locais, que, segundo informações apuradas pelo Imparcial Press, passaram o período festivo sem receber suas remunerações.

Apelo Urgente por Intervenção Presidencial

Diante do cenário de dificuldades financeiras, os funcionários da embaixada dirigiram um apelo à mais alta instância do país, solicitando a intervenção do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço. O objetivo é que o Chefe de Estado tome medidas para restaurar a normalidade no pagamento dos salários e reverter a atual crise.

Contradições e Falta de Transparência na Gestão Financeira

O que agrava a situação é o fato de que este atraso ocorre a despeito de uma orientação governamental emitida em janeiro de uma orientação governamental emitida em janeiro de 2024, que determinava a implementação de um aumento salarial significativo, na ordem dos 1000%. Segundo as alegações dos funcionários, essa medida ainda não foi efetivada pela direção da missão diplomática.

A liderança da embaixada é atualmente composta pelo Embaixador Agostinho de Carvalho dos Santos Van-Dúnem e pela responsável financeira, Lucinda Afonso. Os funcionários acusam esta gestão de não ter aplicado o aumento salarial prometido e de praticar alegadas irregularidades na administração dos fundos da embaixada. Relatos descrevem a gestão financeira como pouco transparente, com indícios de que recursos públicos estariam sendo utilizados para fins que divergem do funcionamento institucional da representação diplomática.

Desvio de Verbas e Ajudas de Custo Questionáveis

As informações indicam que as verbas transferidas pelo Governo angolano, por meio do Ministério das Relações Exteriores, destinadas a garantir o funcionamento da embaixada, podem não estar sendo aplicadas conforme o planejado. Há relatos de que o embaixador tem realizado deslocações frequentes a diversas cidades dos Estados Unidos, Canadá e México, supostamente para receber ajudas de custo.

Denúncias de Retenção Salarial e Favorecimentos

Além disso, surgiram denúncias ainda mais graves: alguns diplomatas estariam sendo compelidos a entregar uma percentagem de seus salários à chefia da missão mensalmente. Outro relato aponta que o responsável pelo protocolo da embaixada estaria repassando parte de sua remuneração à esposa do embaixador como condição para permanecer no cargo. Fontes internas sugerem que práticas semelhantes já teriam sido observadas em cargos anteriores ocupados pelo embaixador.

A comunidade diplomática em Washington aguarda com apreensão os desdobramentos desta grave crise, que levanta sérias questões sobre a gestão e a ética na representação diplomática de Angola nos Estados Unidos.

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