Guiné-Bissau: União Africana exige eleições transparentes

Yuri Kiluanji 05/09/2026
Guiné-Bissau: União Africana exige eleições transparentes

O mediador da União Africana para a crise na Guiné-Bissau, Patrice Trovoada, veio a público garantir que a transição política no país deve avançar em estrito cumprimento dos compromissos assumidos. Durante a sua visita a Bissau, o antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe destacou a relevância de se realizarem eleições presidenciais transparentes e sublinhou a importância fulcral da nova Constituição, recentemente aprovada em referendo.

Encontros com as autoridades de transição

No âmbito da sua missão diplomática no país lusófono, Patrice Trovoada tem mantido uma agenda intensa de contactos com as principais autoridades civis e militares encarregadas de conduzir o processo de transição. Hoje, o mediador foi recebido em audiência formal pelo Presidente de transição guineense, o general Horta Inta-a.

Em declarações prestadas à saída do encontro aos órgãos de comunicação social locais, Trovoada revelou que a reunião serviu para fazer um balanço detalhado da atual situação político-militar e analisar a evolução dos acontecimentos desde a realização da consulta popular.

Compromisso com o calendário e a nova Constituição

De acordo com o representante da União Africana, o chefe de Estado de transição garantiu que o processo político decorrerá exatamente conforme o estipulado. Esta folha de rota ganha ainda mais força após a expressiva aprovação, por parte do povo guineense, de uma nova Constituição num referendo popular realizado no passado dia 30 de agosto.

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